Integralismo Lusitano

Este defendia o regresso de Portugal à monarquia, mas a uma «Monarquia orgânica tradicionalista anti-parlamentar», de «Tendência concentrada no nacionalismo» e Poder pessoal do Rei: Chefe do Estado». 

Bookmark and Share

Este defendia o regresso de Portugal à monarquia, mas a uma «Monarquia orgânica tradicionalista anti-parlamentar», de «Tendência concentrada no nacionalismo» e Poder pessoal do Rei: Chefe do Estado». Os principais chefes integralistas, desenvolveram a nova doutrina e entregaram-se a sistemáticos e violentos ataques à República. Como órgão de propaganda e difusão das ideias integralistas, citamos as conferências na Liga Naval em 1915, e o diário da tarde A Monarquia de 1917. O maior crítico do integralismo português foi Raul Proença, na revista Seara Nova. (1921-1922). António Sérgio também se debruçou sobre estes problemas. «Clareza de entendimento e disciplina de ideias», pedia-se para todos os portugueses, pelo grupo da Seara Nova. À confusão que caracterizava as doutrinas integralistas, juntava--se uma pressão de ordem intelectual a forçar aquela revista a discutir as ideias integralistas. Raul Proença findava assim uma das suas críticas: «... E é falso que a nova ideologia não tenha conquistado uma área enorme de inteligências juvenis. A influência monárquica, sobre-tudo a integralista, na vida portuguesa, foi-se acentuando sempre, até ao esmagamento das tentativas restauracionistas de 1919. Em 1925 o integralismo é atingido por um golpe terrível com a morte de António Sardinha que havia sido o seu mais dinâmico orientador e doutrinador.


Adaptado de Serrão, Joel - Dicionário de História de Portugal