Richard Strauss

Nascido em Munique em 1864, após estudos Richard Strauss empreendeu a carreira de regência (..) até 1924, em Weimer (1889-94 ) Munique (1894 - 98 ), Berlim (...) e Viena (...).
A partir de 1924, abandonou todo o cargo estável, prosseguindo em plena autonomia viagens e digressões.
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Richard Strauss : Expressão e Desvio

Nascido em Munique em 1864, após estudos Richard Strauss empreendeu a carreira de regência (..) até 1924, em Weimer (1889-94 ) Munique (1894 - 98 ), Berlim (...) e Viena (...).
A partir de 1924, abandonou todo o cargo estável, prosseguindo em plena autonomia viagens e digressões. Em 1933 aderiu ao nazismo e tornou-se presidente da Reichsmisikkammer, mas deixou o cargo com o escritor judeu Stephan Zweig. Strauss viveu depois sempre mais isolado ( sobretudo desde o fim da guerra ) em Garmisch e na Suiça. Morreu em Garmisch - Partenkirchen em 1949.

A Actividade Juvenil

Como compositor afirmou-se de modo enérgico com os poemas sinfónicos escritos entre 1886 e 1898: as influências brahmsianas presentes nos primeiros trabalhos surgem superados na fantasia sinfónica Da Itália (1886) e com a adesão à escola "neo-alemã" , Vida de herói (1898) são alguns dos êxitos mais completos da personalidade do jovem Strauss. (...) O tratamento da orquestra é magistral, com uma extraordinária riqueza de efeitos.

Boffi, Guido - História da Música Clássica, ed 70, Lisboa, 2015, pp 203 e 204 

" Os Poemas Sinfónicos de Strauss -

(...) O programa de Zaratrusta é filosófico no duplo sentido do termo : a obra é um comentário musical sobre o famoso poema em prosa do brilhante e excêntrico Friedrich Nietzsche, cuja doutrina do super-homem agitava a Europa inteira no fim do século ( uma escolha de tema que revela bem a sensibilidade apurada de Strauss para o valor da publicidade). Embora uma parte do prólogo de Nietzsche encabece a partitura e várias divisões da peça tenham títulos extraídos do livro, a música não pode ser considerada como tentativa de descrever musicalmente um sistema filosófico; as ideias de Nietzsche serviram de mero estímulo à imaginação de Strauss." Donald, J e Palisca, Claude V. - História da Música Ocidental, ed Lisboa, Gradiva, 6ª ed, 2014, p.661