Comunas

Como entidade política autónoma, a comuna é desconhecida na Idade Média Portuguesa.
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As origens do movimento comunal encontram-se em certas aspirações dos burgueses da cidade e que são essencialmente: liberdade de deslocação, de compromisso, de disponibilidade de bens, segurança em relação às prepotências dos senhores e mesmo do rei, isenção de gravames feudais, como corveias e outras obrigações, justiça independente do arbítrio dos poderosos. Mas num país como Portugal, em que o feudalismo ficou pelas formas do regime senhorial e onde a burguesia não atingiu o desenvolvimento de outras regiões europeias, é pouco provável que a comuna tivesse surgido. dadas as condições históricas então vividas não a justificarem. Nem os concelhos, nem os municípios, nem mesmo os burgos poderão considerar-se em Portugal como comunas, no sentido de possuírem autonomia política