Comunitarismo

A maior parte das aldeias portuguesas são comunidades que se podem definir assim: grupos locais integrados por pessoas compartilhando um território bem definido, e que estão ligados por laços de intimidade e de convívio participantes de uma herança cultural comum. 
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A maior parte das aldeias portuguesas são comunidades que se podem definir assim: grupos locais integrados por pessoas compartilhando um território bem definido, e que estão ligados por laços de intimidade e de convívio participantes de uma herança cultural comum. Mas, quando se fala de aldeia comunitária, já se indica que a comunidade está organizada de modo a coordenar a actividade dos seus membros em relação à exploração de propriedade colectiva. Actualmente, entre nós, os exemplares mais completos de aldeias comunitárias são Vilarinho da Furna e Rio de Onor. Existem no entanto vestígios destas instituições no passado, tanto em Portugal como em Espanha. Em Portugal, existem vários tipos de propriedade colectiva, como lameiros, paisagens de monte, bosques, terras de semeadura, águas, animais de cobrição, moinhos, fornos, forjas, edifícios públicos, máquinas agrícolas. Raramente aparecem todos estes exemplos em conjunto, mas numerosas são as aldeias onde se mantêm elementos de propriedade colectiva e inclusivamente sinais de uma antiga organização comunitária.