Industria no Séc XVI

A indústria têxtil continuou a ser a mais generalizada e a que ocupava maior número de operários; mais nas minas, a metalurgia, a construção naval e a imprensa são as que adoptam técnicos mais avançadas.
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(...) O capitalismo comercial deu um forte impulso ao desenvolvimento industrial, ao aumentar as possibilidades de exportação. Este desenvolvimento manifesta-se na implantação de novas técnicas e ,empresas, favorecidas mais pelo Estado que pela iniciativa particular. A indústria têxtil continuou a ser a mais generalizada e a que ocupava maior número de operários; mais nas minas, a metalurgia, a construção naval e a imprensa são as que adoptam técnicos mais avançadas. (...) Os maiores avanços técnicos produzem-se, como se disse nas minas e metalurgia. Nas obras de sienês Vanoccio_  Biringuccio, Pyrotecnia, aparecida em 1540, e do alemão Georgius Agrícola. De R.e  Metalica, publicada em 1556, é-nos descrita, com o auxílio de excelentes quadros na ultima toda a espécie de trabalhos nas explorações mineiras: ,escavações e galerias, os engenhos e máquinas para a bombagem e  dos poços, a elevação e lavagem do mineral, a sua trituração e tratamento. Os engenhos são já variados e de grande tamanho, embora quase totalmente de madeira. Consistiam em cabrestantes e rodas dentadas movidas por forças hidráulica ou de preferência animal ou humana. Estas máquinas eram muiuto caras ;algumas, como as Heizekunste, careciam da intervenção de vinte homens e cinquenta cavalos. Mas todos estes inventos tiveram menos aplicação ,prática do que poderia supor-se, pela carestia e má qualidade do ferro e as deficiências da técnica metalúrgica nas obras de precisão. (...)
 A metalurgia do cobre, metal associado à prata na Europa Central, aperfeiçoou-se nos sécs. XV e XVI, conseguindo-se uma técnica tão perfeita que continuou a usar-se até à utilização de processos electrolíticos, em finais do séc. XIX. Realizava-se em fornos de 1,5 metros de altura, colocando-se camadas alternativas de mineral e carvão vegetal, eliminando-se os outros metais por oxidação. O cobre voltava a refinar-se depois.
A nova técnica permitiu a obtenção de armas e peças de artilharia de alta qualidade, graças também ao estanho,cuja produção aumentou notavelmente na Inglaterra do séc. XVII. O bronze foi o metal industrial mais usado nos sécs. XVI e XVII; ,segundo Nef, na produção de 3/1 relativamente ao ferro.
Quanto à produção do ferro, o alto-forno começou a substituir as antigas oficinas de ferreiro ou forjas. No séc. XVI já se utilizava na região de Liege e daí vai propagar-se à França do Norte e à Inglaterra. Nesta última já desde meados do séc. XVI já se utilizava na região de Liìege e daí vai propagar-se á França do Norte e à Inglaterra. Nesta última já desde meados do séc XVI alcançara uma grande importância.
A escassez de bosques devida à ,intensa desflorestação a que foram submetidos, e à faci1idade de extracção do carvão, quase à flor da terra, explicam o uso na Inglaterra deste combustível, enquanto quase toda a Europa continuou a aplicar o carvão vegetal. Em 1585, nos condados ingleses de  Sudeste existiam cerca de noventa e cinco altos-fornos; foram crescendo em número e importância durante os sécs. XVII e XVII até colocarem a Inglaterra à cabeça dos produtores de ferro. (...) Os altos-fornos aumentaram de capacidade de produção graças ao acréscimo de tamanho e ao aperfeiçoamento dos maçaricos, movidos a força hidráulica. Os fornos do séc. XVI não produziram mais duns 1200 quilos de metal bruto anuais, enquanto os do primeiro quartel do séc. XVIII noctiluziram até 2500. Fizeram-se também os primeiros ensaios de obtenção de aço, mas era de má qualidade.