Maçonaria

Tudo aquilo que os maiores legisladores tentaram sem êxito, o que os moralistas mais amigos do género humano não puderam executar senão debilmente: a arte de tornar os homens iguais sem nada lhes fazer perder das suas distinções, de substituir a todos os títulos de orgulho ou de adulação os nomes mais doces de irmão e de amigo
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 A MAÇONARIA
 O papel da maçonaria: discurso de Barral de Montferrat, primeiro presidente do Parlamento do Delfinado (França), como Orador (cargo maçónico), numa «loja» de Grenoble, em 24 de Junho de 1779: « ... Todos os dias o público curioso, ouvindo pronunciar as palavras «loja», «irmão», «mistérios» pergunta: «que é um pedreiro-livre (maçom, mação, franco­mação) ?» ... Tudo aquilo que os maiores legisladores tentaram sem êxito, o que os moralistas mais amigos do género humano não puderam executar senão debilmente: a arte de tornar os homens iguais sem nada lhes fazer perder das suas distinções, de substituir a todos os títulos de orgulho ou de adulação os nomes mais doces de irmão e de amigo, de excitar a emulação sem fazer nascer a rivalidade, de cultivar a sua razão sem prejuízo dos deveres cívicos; - é do seio da maçonaria que saiu esse fenómeno moral que teriam invejado os séculos passados e que causará o espanto das gerações futuras ... Eis-nos reunidos sob um mesmo título; unamo-nos todos para o mesmo interesse: o de fazer reinar entre nós o amor da virtude, da pátria, dos seus irmãos e da huma­nidade, de expandir a glória e os progressos da maçonaria ... »

H. Blet, E. Esmonin, G. Letonnelier, «o Delfinado, colecção de textos históricos»